sábado, 2 de maio de 2009

Lá fora, o vento chora.
Contemplo o céu amargo;
Os animais falam tristes
O que lhes vêem à cabeça.
Tomam remédios injetáveis para se sentirem alegres.
Entopem-se disso. A overdose é inevitável;
A morte chega sorrateira, porém branda.
Tento injetar-me superdoses homeopáticas
Desse medicamento.
Sei que isso me trás dor, desconforto;
Sigo injetando-me. Porém, cada vez mais.
Não sei o que faço! Estou viciado;
Encontro-me à beira do abismo que separa
O mundo de mim, mim do meu ser e o meu eu da vida.
Mim vivo ou eu morto?
Lá fora, o vento chora e cala-se...

2 comentários:

Freitas disse...

caraaa..perfect!

xD

Juliana disse...

Eu sou o vento amigo, eu sou o vento!