quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Uma história cansativa...

Há um estranho olhando-me. Sinto-me desconfortável com isso. Sinto-me intimidado. Não sei mais o que faço, porque não há gente por perto. Estou praticamente sozinho. Não há segurança no recinto em que estou. Ele continua fitando-me fixamente com seus olhos .

Saio apressadamente da sala onde estava. Sinto medo do que pode acontecer comigo. O estranho olha-me sair desta e percebe que estou com medo. Ele aguarda uns instantes e sai da sala também, bem vagarosamente. Corro para fazer com que ele me perca de vista. Inevitável. Os passos dele são grandes. Olho novamente, ele está muito perto, quase me alcançando!

Começo a correr mais. Tento dar voltas para fazê-lo, realmente, perder-me de vista.

- Meu Deus, o que esse cara quer comigo? Não fiz nada a ele! – Penso bastante preocupado.

Para cada lugar que vou, lá encontra-se ele. Não sei mais o que faço. Cada vez que olho para trás o vejo. Ele está com aquela cara de que vai fazer algo comigo.

Não aguento mais correr, porém preciso fugir dele. Posso ser morto a qualquer momento. Novamente, viro-me. Ele aproxima-se mais e mais e mais e mais, pois percebeu que já estou cansado. Minha roupa encharcada de tanto correr.

Tento gritar. Ensaio várias formas de pedir socorro. Viro-me mais uma vez. Ele está com cara de deboche, de desdém. Um nojo extremamente grande toma-me o peito. Junto forças de onde não tenho e corro cada vez mais.

- socorro! – Sai muito baixa primeira tentativa.

Tento fazer outra vez esse pedido, mas a voz está falhando e não sai direito.

Entro em um corredor longo e há várias portas. Tento abrir uma por uma. Todas trancadas. Há, também, várias janelas nesse corredor. Tento abrí-las. Todas trancadas, pois as pessoas que estavam no local já haviam ido embora fazia algum tempo. Só restara o estranho, que parece mais um louco, e eu. Não vejo seguranças no recinto.

Lá vem ele de novo com aquela cara. Ele vem cada vez mais rápido e mais rápido. Ficamos quase cara-a-cara.

- SOCORROOOOOOOOOO!!!!!!!

O grito forte, finalmente, sai! Entretanto, não há ninguém por perto!

- O que faço? – Penso comigo, desesperado.

Ele está chegando perto. Estou com medo. Quando o estranho está quase se aproximando de mim falta a luz do ambiente devido à chuva torrencial.

- Meu Deus! Estou preso neste lugar com esse cara estranho; doido! – Penso comigo, novamente.

Um relâmpago forte ilumina o corredor. Não há ninguém. Como assim?!

- Para onde foi aquele homem?! – Fico sem entender nada. - Não posso morrer agora! Sou muito novo! – Penso em voz baixa, num quase gemido, e começando a enxer o olhos de lágrimas.

Estou mais desesperado. Meu coração está quase saindo do peito de tão forte que está batendo. Meus olhos estão bem abertos, já cheio de lágrimas, tentando captar cada movimento suspeito e estou tentando limpar com alguma parte da camiseta que esteja seca.

- Para onde foi esse maluco? Que jogo é este que ele está fazendo comigo? Não gosto desse tipo de brincadeira! NÃO GOSTOOOOO!

Vou fazendo o caminho inverso, cuidando-me do tal maluco. Nem sinal dele. Estou mais desesperado do que nunca, pois agora ele sumiu e pode estar em qualque lugar. Não tenho a mínima idéia do que poderá me acontecer.

- O QUE QUERES DE MIM?! NÃO TE FIZ NADA! PARE DE ME SEGUIR!!!!!

Ninguém responde. Só o eco da minha voz no corredor. Houve mais um relâmpago e ilumina novamente o corredor.

Nada do estranho!

- QUERES MATAR-ME? MATA-ME AGORA QUE NÃO HÁ LUZ! MATA-ME E SUMA! – Berro desesperadamente para o louco.

Vou caminhando em um ritmo tão acelerado, já quase correndo!

A chuva fica cada vez mais forte.

- Não posso sair desse local, mas também não posso ficar aqui dentro. – Penso comigo mesmo.

- Deus, ajuda-me! – Imploro por ajuda em um tom que só eu ouço, já em estado de prantos.

Outro relâmpago ilumina o local. Viro-me para dar uma olhada; lá está ele parado. Ele vem em minha direção com aquela cara de deboche. Já não sei mais o que faço. A única coisa que me resta é correr. Ele está vindo mais rápido dessa vez. Tento correr apressadamente, porém os passos dele são largos e ele é mais rápido.

Estou desesperado, choro em prantos e corro ao mesmo tempo.

Ele está aproximando-se, pois meu ritmo está mais lento, porque estou cansando-me.

A luz volta. Acho mais um corredor. Há mais portas. Tento abrir cada uma. Todas trancadas.

Ele pernanece no começo do corredor olhando-me, novamente, com aquela cara nojenta, debochada, com feições de que quer que eu não ache porta alguma aberta para que possa fazer o que bem entende comigo. Cheguei à última porta do local e paro de frente para ele, porém estamos um em cada ponta do corredor.

- O QUE QUERES DE MIM? NÃO TE FIZ ALGUMA COISA, FIZ? DEIXE-ME EM FAZ, POR FAVOR! – Choro compulsivamente, digo isso a ele.

Falta a luz novamente e um relâmpago ilumina o corredor. Ele sumiu mais uma vez...

- O QUE QUERES DE MIM?

Ajoelho-me no chão, ponho meu rosto em minhas mãos e choro mais ainda, quando, de repente, escuto uma gargalhada bem alta e forte. Não está vindo de muito longe.

- Não quero matar-te. Não quero violentar-te. Não quero e não vou fazer nenhum mal a ti. É que eu queria apenas...

E as luzes ascendem-se e, finalmente, aparece um guarda.

- PARADOS AÍ! O QUE ESTÁ ACONTECENDO? MÃO AO ALTO!

- SOCORRO, SEU GUARDA! SOCORRO! ESSE ESTRANHO ESTÁ SEGUINDO-ME HÁ HORAS!

O guarda aproximando-se de mim, com arma em punhos, aproxima-se de mim e mantém-na apontada para o louco.

- Mas, por quê?

- É o q eu estou tentando descobrir. – Depois disso eu acabei ficando mais tranquilo com a presença do segurança e ou indo calmamente para perto dele para proteger-me.

- O que quer com o rapaz, seu malandro?

- Era isso que eu estava tentando explicar, seu guarda.

O estranho vai aproximando-se do guarda.

- Fique onde está, ou eu atiro!

Mesmo com esse aviso, o louco vem aproximando-se e explicando-se.

- Eu disse-lhe que não faria mal, que não o violentaria...

E o estranho continuou aproximando-se do guarda e de mim.

- FIQUE ONDE ESTÁ OU SEREI OBRIGADO A ATIRAR. ESTE É O ÚLTIMO AVISO! –

Guarda falou rispidamente ao homem.

- É que eu queria. . .

BUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMM!

3 comentários:

Paulo Olmedo disse...

uhauhahuahuahuauha

Muito bom!

Leo M. disse...

Valeu pelo comentário, Paulinho! :D~

marcos disse...

A dorei, mas mesmo o louco deveria ter uma oportunidade para dar sua explicação