terça-feira, 1 de março de 2011

Entre maremotos...

As ondas bravas do mar me levam até ti;
tua luz é meu farol para que eu não me perca
na neblina da noite.
O rochedo tenta barrar minha entrada,
mas consigo burlar o mundo de pedras
entre um balanço e outro...
Sigo pela costa, navegando por águas não desbravadas.
Vejo-te à minha espera.
Sigo na tua direção...
Vejo só teu semblante, ainda pequeno, guiando-me
por entre aquela imensidão de água.
Sigo pela costa até alcançar-te.
Enfim, depois de navegar por águas nunca velejadas,
entre ondas bravas e maremotos,
chego ao meu porto-seguro.

2 comentários:

.Schuck disse...

AMeeeeeei!

Matheus Bandeira de Carvalho disse...

Primeiro, uma pergunta: escreveste para mim este texto?? Só pode! hehe... Depois, quero te parabenizar pela suavidade, pela carícia que a tua rima, o teu texto tem. É uma leitura leve, apesar de possuir um conteúdo forte. As palavras usadas são belíssimas. Grato por teres publicado esta obra de arte.